domingo, 4 de maio de 2008

Mais de 25 mil pessoas estão desalojadas no RS

Estragos causados pelo temporal na Rua Machado de Assis, bairro Partenon, em Porto Alegre (RS). Uma forte chuva mais rajadas de vento de até 100 quilômetros por hora provocaram a morte de um homem e deixaram centenas de pessoas desabrigadas na região Sul do país. Foto: Mauro Vieira/Agência RBS/AE
Mais de 25 mil pessoas estão desalojadas no Rio Grande do Sul, de acordo com a Defesa Civil estadual. O ciclone extratropical que chegou ao estado na sexta-feira (2) afetou cerca de 100 mil pessoas. Duas pessoas morreram neste sábado.


O órgão informou ainda que Guaíba é uma das cidades mais atingidas. Na Capital, cerca de 1,5 mil pessoas estão desabrigadas. A maior parte foi acolhida na casa de parentes e amigos.
Outras 350 pessoas seguiam amparadas pela prefeitura. A Defesa Civil da Capital forneceu colchões e cestas básicas aos atingidos. Conforme o órgão, os bairros mais afetados na Zona Sul são Restinga, Belém Novo, Belém Velho, Ponta Grossa e Lami, enquanto o Sarandi e o Porto Seco são as áreas com mais problemas na Zona Norte. Três municípios poderão decretar situação de emergência, segundo a Defesa Civil do estado: Santo Antônio da Patrulha, Caraá e Itati, todos na região litorânea.

Mortes
Um caminhoneiro morreu após ser atingido por uma árvore em Serafina Corrêa (RS), na manhã deste sábado. Segundo informações da polícia, ele parou o veículo para ajudar a retirar um eucalipto que estava sobre a pista da RS-129.
Ainda de acordo com a polícia, neste momento, ele foi atingido por outra árvore que caiu sobre ele por causa dos ventos. O corpo foi encaminhado ao Departamento de Medicina Legal de Passo Fundo. Uma idosa, ainda não identificada, foi a segunda vítima do temporal no Rio Grande do Sul. Ela foi encontrada morta por um vizinho dentro de casa. Segundo informações do Corpo de Bombeiros, a casa estava alagada, por isso é possível que ela tenha morrido afogada ou mesmo passado mal em função do temporal.
Sem luz
Devido ao ciclone extratropical que atingiu o Rio Grande do Sul na noite de sexta-feira, mais de 240 mil pessoas ficaram sem energia elétrica neste sábado no Rio do Grande do Sul, segundo dados da Companhia Estadual de Energia Elétrica (CEEE), a Rio Grande Energia (RGE) e AES Sul.

Segundo o Centro de Previsão do Tempo e Estudos Climáticos, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Cptec/Inpe), o ciclone continua afetando o centro-leste do Rio Grande do Sul neste domingo. A faixa centro-leste do estado deve ter ventos entre 40 e 60 km/h e algumas rajadas chegando a 80 km/h.


De acordo com a CEEE, 70 equipes estão trabalhando na região metropolitana de Porto Alegre e litoral Norte para normalizar o fornecimento de energia, mas ainda não há previsão.

A Rio Grande Energia (RGE) informou que 114 equipes estão trabalhando para normalizar o fornecimento da energia. A AES Sul contabilizou 30 mil clientes (90 mil pessoas) sem energia elétrica na região metropolitana. Na manhã deste domingo, cerca de 20 mil clientes ainda estavam sem energia. O fornecimento está previsto para voltar ao normal ao longo do dia. Para cada unidade abastecida pela CEEE, a companhia considera haver quatro pessoas. RGE e AES Sul contam três consumidores para cada cliente, que é como as duas concessionárias definem cada unidade que recebe fornecimento de energia.

O ciclone também provocou estragos em Santa Catarina. Casas e estabelecimentos ficaram destelhados na capital Florianópolis por causa dos fortes ventos. Além da capital, houve estragos em Biguaçu, Palhoça, Santo Amaro da Imperatriz e em Tubarão
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Fonte: G1

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