segunda-feira, 10 de novembro de 2008

Mais de 500 mil são selecionados para o Enade, mas teve boicote em Brasilia.

Entidades estudantis vão aos locais de prova do Enade pedir que universitários não façam prova.

Estudantes ligados ao Diretório Central dos Estudantes (DCE) da Universidade de Brasília (UnB) e à União Nacional dos Estudantes (UNE) foram ontem (9) às portas de locais onde estava sendo aplicada a prova do Exame Nacional de Desempenho do Estudantes (Enade), em Brasília, para convencer os universitários a deixarem o teste em branco.

Para o coordenador-geral do DCE da UnB, Fábio Félix, o Enade não é o melhor método de avaliação dos estudantes nem das instituições, e ainda pune as universidades com pior desempenho.

“Primeiro, que o governo coloca todos os cursos e todas as universidades no mesmo pacote. Além disso, o Enade é punitivo quando cria um ranking das melhores e piores.”

Na avaliação de Félix, o exame, que “surgiu para ser melhor do que o antigo Provão”, não mudou em nada a forma de avaliação do ensino superior proposta pelo governo do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso.

“O Enade surgiu para superar o Provão, mas acabou sendo a mesma coisa: punitivo e unilateral”, criticou o universitário.

Para ele, a avaliação das universidades e dos cursos superiores deveria ser realizada dentro das próprias instituições e respeitando as especificidades de cada curso.

“A Universidade Federal do Ceará recebe muito menos recursos do que a Unb. Mesmo assim, as duas são avaliadas pela mesma prova”, comparou. “Como cobrar um desempenho melhor em ensino tecnológico, por exemplo, de instituições que recebem menos recursos”, questionou Félix.

Segundo ele, durante toda a semana que antecedeu o Enade, foram distribuídos cerca de 20 mil panfletos e adesivos incentivando os universitários a deixar o teste em branco.

Fonte : Agência Brasil.

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